27.01.2017 - 10:20

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Ex-governador Sérgio Cabral tem 1,8 milhão de euros só em diamantes e joias serão repatriadas

O restante dos US$ 100 milhões foram distribuídos entre Wilson Carlos (US$ 15 milhões) e Miranda (US$ 7 milhões). Eles estão presos desde novembro do ano passado e tiveram um novo mandado de prisão expedido na operação desta quinta-feira.



A força-tarefa da Lava-Jato no Rio encontrou 1,8 milhão de euros em diamantes que pertenceriam ao ex-governador do Rio, Sérgio Cabral e que serão repatriados. Por meio de provas trazidas por dois delatores, que já tiveram o acordo homologado pela Justiça Federal do Rio, os procuradores afirmam ter descoberto que Cabral, seu ex-secretário Wilson Carlos e Carlos Emanuel Miranda, apontado como um dos operadores do ex-governador, ocultaram em contas no exterior mais de US$ 100 milhões (mais de R$ 340 milhões). Desse total, cerca de US$ 80 milhões eram de Cabral.

O restante dos US$ 100 milhões foram distribuídos entre Wilson Carlos (US$ 15 milhões) e Miranda (US$ 7 milhões). Eles estão presos desde novembro do ano passado e tiveram um novo mandado de prisão expedido na operação desta quinta-feira.

A força-tarefa afirma que o esquema de corrupção comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) é muito maior do que o já descoberto nas operações Calicute, deflagrada em novembro do ano passado, e Eficiência, realizada nesta quinta-feira, e que teve como um dos alvos o empresário Eike Batista, que teria pagado propina de US$ 16,5 milhões ao peemedebista — lavada na compra de uma mina de ouro.

Não se sabe quanto da propina de R$ 224 milhões que o MPF atribuiu ao grupo comandado por Cabral durante a Operação Calicute foi enviada para essas contas no exterior. Os procuradores, porém, não têm dúvidas que os valores movimentados são superiores aos descobertos até agora.

A Operação Eficiência ganhou força quando os doleiros Marcelo Hasson Chebar e Renato Hasson Chebar procuraram o MPF espontaneamente e relataram, em acordo de delação premiada, duas grandes operações para o esquema de Cabral. Entre 2002 e 2012, eles fizeram remessas de valores de Cabral para o exterior. Nesse período, teriam sido ocultados US$ 100 milhões.

Na decisão em que determina as nove prisões da operação, o juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, diz que “as cifras são indubitavelmente astronômicas”. O MPF já conseguiu repatriar cerca de R$ 270 milhões por meio de colaboradores que assinaram delação premiada.

— A gente pode dizer que esses US$ 100 milhões são apenas uma parte do dinheiro do esquema do Cabral — afirmou ao GLOBO o procurador Sergio Luiz Pinel. — Para o MPF, a organização comandada pelo ex-governador ainda tem muito dinheiro à sua disposição em local ainda desconhecido — completou.

O Globo


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