04.08.2017 - 09:04

Aumentar fonte Aumentar fonte Diminuir fonte Diminuir fonte


Barragem no leito do Rio Paraíba diminui a vazão das águas que chegam ao Açude de Boqueirão

O que se vê é o Rio Paraíba barrado no trecho que banha o sítio Passagem de Cima, município de Caraúbas. A obra, construída pela Prefeitura local, represa a água que deveria seguir livre até o açude de Boqueirão e com isso acabar o racionamento que há mais de três anos penaliza mais de meio milhão de pessoas em Campina Grande e mais 18 municípios da região.



Não resistem ao mínimo contato com a realidade as informações de autoridades estaduais da área de recursos hídricos de que todo o percurso das águas da transposição do Rio São Francisco até o açude de Boqueirão é monitorado com avançada tecnologia. É o que mostra a imagem acima.

O que se vê é o Rio Paraíba barrado no trecho que banha o sítio Passagem de Cima, município de Caraúbas. A obra, construída pela Prefeitura local, represa a água que deveria seguir livre até o açude de Boqueirão e com isso acabar o racionamento que há mais de três anos penaliza mais de meio milhão de pessoas em Campina Grande e mais 18 municípios da região.

Segundo técnicos que visitaram o local esta semana, a barragem de Caraúbas diminui sensivelmente a vazão já reduzida que é liberada para o interior da Paraíba, a partir de Monteiro, pelo Eixo Leste da Transposição. Por essas e outras, deduzem, também diluiu-se no rio represado a previsão da Agência das Águas do Estado (Aesa) de que o drama dos campinenses e vizinhos terminaria no dia 19 de julho último.

Da mesma forma, não se confirmou a previsão da Cagepa de que o racionamento acabaria dia 1º de agosto. Mas a culpa pela imprevisibilidade e incerteza diante de promessas não cumpridas por autoridades do Estado não pode ser toda ela atribuída ao barramento em Caraúbas, onde a pouca água que sai para Boqueirão é resultado de um tubo estreito e curto por onde passa.

Razoável também acreditar na existência de outros pontos de represamento no Paraíba, algo que, pelo visto, a excelência tecnológica da fiscalização estadual não consegue captar. Melhor seria, então, prestar atenção, valorizar e atender às reivindicações que chegam através de prosaicos papeis timbrados ou mensagens eletrônicas nem tão sofisticadas quanto o propagandeado esquema de monitoramento do Estado.

Reivindicações como a da Câmara Municipal de Campina Grande, que no dia 20 de julho recém findo aprovou requerimento do vereador Márcio Melo (PSDC) dirigido à Aesa, ao Ministério Público da Paraíba, ao Dnocs e ao Ministério da Integração, solicitando providências urgentes contra a construção de barragens como a de Caraúbas.

Do Blog de Rubens Nóbrega


Comentários

Colunistas

ver todos os colunistas

Vídeos

XANGAI E MACIEL MELO. UM SOM....

XANGAI E MACIEL MELO. UM SOM....


SALVE ZÉ MARCOLINO E LUIZ GONZAGA

SALVE ZÉ MARCOLINO E LUIZ GONZAGA


ver todos os vídeos