12.07.2017 - 06:04

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Açude de Boqueirão está a 1 por cento para sair do “volume morto”, anuncia direção da Aesa

O manancial está recebendo recargas através das águas da transposição do Rio São Francisco e quando sair do volume morto, a Companhia de Águas e Esgotos do Estado da Paraíba (Cagepa) vai poder encerrar o racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano.



O Açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, no Cariri da Paraíba, está a 1% de sair do volume intangível, chamado popularmente de "volume morto". O manancial está recebendo recargas através das águas da transposição do Rio São Francisco e quando sair do volume morto, a Companhia de Águas e Esgotos do Estado da Paraíba (Cagepa) vai poder encerrar o racionamento de água em Campina Grande e outras 18 cidades do Agreste paraibano.

De acordo com os dados divulgados pela Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB), o açude de Boqueirão tem capacidade para armazenar até 411,686 milhões de m³ de água. Nesta terça-feira (11), o açude está com 29,71 milhões de m³ de água, o que representa 7,2% do volume total. Para sair do volume morto, o nível do açude precisa aumentar para 8,2% que equivale a cerca de 33,7 milhões de m³ de água.

Segundo a estimativa da Cagepa, com a média de entrada de água no açude, através da transposição, e a média de saída de água para abastecimento da população, a previsão é de que o volume de água em Boqueirão chegue a 8,2% da capacidade total até o dia 1º de agosto deste ano. Campina Grande e as outras 18 cidades estão em racionamento de água desde 6 de dezembro de 2014.

“Quando Boqueirão atingir os 8,2% do volume de água, teremos condições técnicas de retirar uma média de mais de 1300 litros de água por segundo, para o abastecimento da população. Isso é o suficiente para que o abastecimento ocorra sem a necessidade de racionamento. Com este volume, vamos voltar a conseguir captar a água da tomada de fundo do açude. Atualmente, esta captação só está sendo feita por meio de bombas flutuantes”, explica o gerente da Cagepa, Ronaldo Menezes.

Na semana passada, a Agência Nacional das Águas (ANA) realizou uma reunião na cidade de Boqueirão, junto a Cagepa, Aesa, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e agricultores para definir normas de uma nova resolução. Através desta resolução, a ANA autoriza o fim do racionamento quando Boqueirão sair do volume morto e regulamenta a prática de irrigação, na modalidade de agricultura familiar, as margens do Rio Paraíba, entre Monteiro e Boqueirão.


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