Fernando Haddad vai sofrer com ‘kit gay’, diz bispo da Igreja Universal

Em 2011, a TV Record, controlada pela Universal, levou ao ar reportagens de mais de dez minutos sobre o kit, em tom crítico contra Haddad.

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A polêmica sobre o chamado kit anti-homofobia, encomendado pelo Ministério da Educação durante a gestão de Fernando Haddad, fará o petista “sofrer” na eleição municipal de São Paulo.

A previsão é de Marcos Pereira, bispo da Igreja Universal e presidente nacional do PRB, partido aliado ao PT no governo Dilma Rousseff.

O dirigente afirma que o material, conhecido entre os evangélicos como “kit gay”, será usado contra Haddad na campanha e vai fazê-lo perder votos neste segmento, estimado em cerca de 20% do eleitorado paulistano.

O petista tem procurado líderes de igrejas para tratar do assunto. Ele sustenta que o material vazou antes de ser distribuído e que o MEC vetaria seu uso em salas de aula.

Pereira afirma que a explicação não o convenceu.

“Se o kit chegasse às escolas, seria o pior dos mundos. Mas se o Haddad pagou por algo que seria vetado, mostrou ser um mau administrador. De um jeito ou de outro, ele vai apanhar”, diz o bispo, que apoia o pré-candidato Celso Russomanno (PRB).

Em 2011, a TV Record, controlada pela Universal, levou ao ar reportagens de mais de dez minutos sobre o kit, em tom crítico contra Haddad.

Os petistas temem uma reprise da cruzada contra Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2010, quando ela foi acusada de defender o aborto e ser contra a família.

Na semana passada, o pastor Silas Malafaia e o senador Magno Malta (PR-ES) usaram o kit para atacar Haddad.

O pré-candidato Gabriel Chalita (PMDB), católico, disse que o próximo prefeito precisará de “valores cristãos” para administrar a cidade.

O presidente estadual do PT, Edinho Silva, defende o ex-ministro. “Estão atribuindo ao Haddad posições que ele nunca assumiu. É uma imensa injustiça”, diz.

Ele afirma, no entanto, que o PT “não pode recuar a ponto de não reconhecer a necessidade de orientação contra a homofobia”. “O menino que se sente confuso não pode ser posto para fora da escola.”

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