Em ‘Cordel encantado’, João Miguel mostra sua versatilidade na pele do cangaceiro Belarmino

E a performance de Belarmino é tão boa que as autoras Thelma Guedes e Duca Rachid lhe reservam um futuro brilhante pela frente: até o fim do folhetim, ele se tornará um ator de verdade.

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Vindo do teatro e do cinema, João Miguel já havia feito várias participações na TV, em atrações como “Ó paí, ó” e “Casos e acasos”. Mas o namoro com a teledramaturgia, ele conta, só vingou mesmo em “Cordel encantado”. Em sua estreia nas novelas, o ator baiano acabou caindo nas graças do público na pele do simpático cangaceiro Belarmino.

Espião do bando de Herculano (Domingos Montagner), o personagem também se revelou um mestre na arte dos disfarces para cumprir as missões que recebe. Na trama, ele já convenceu como padre, velhinha, enfermeiro, mendigo, entre outros.

E a performance de Belarmino é tão boa que as autoras Thelma Guedes e Duca Rachid lhe reservam um futuro brilhante pela frente: até o fim do folhetim, ele se tornará um ator de verdade.

- Um dos disfarces de que mais gostei foi em uma cena com o Batoré (Osmar Prado), na qual o Belarmino aparecia como um advogado bem gordo. Foi um efeito fantástico. Ele sempre se transforma de um jeito que parece impossível, mas que cabe na história e fica sempre bem $de mim – diz um tímido João Miguel, que, quando encarou a empreitada, já sabia do dom do disfarce do cangaceiro, mas não sabia até onde a sua trama poderia chegar: – Hoje, o público destrincha o Bel com carinho. Outro dia, uma senhora me disse que ele parecia um galã.

Apaixonado pela jornalista Penélope (Paula Burlamaqui), o futuro de Belarmino é certo: depois da chegada de um grupo de estrelas do cinema mudo em Brogodó, ele chama a atenção do diretor Tomás Lampedusa (Gillray Coutinho). Mas, antes de aceitar se tornar ator na capital, o cangaceiro se casará com sua paixão.

- O personagem tem, sim, uma certa metalinguagem. O cinema é um espaço muito forte na minha vida, então, acho bacana isso acontecer com o Belarmino. Ele é brabo, mas sensível. Já atuava por necessidade, mesmo antes de saber que era um ator – avalia.

Premiado pelo filme “Cinema, aspirina e urubus”, João Miguel conta que, depois de se despedir da novela no fim de setembro, ele voltará à TV em “Força-tarefa”, ainda neste ano, no papel de um psicopata:

- Também vou fazer um pastor evangélico no filme “Éden”, do Bruno Safadi, com Leandra Leal. E planejo um retorno ao teatro ano que vem.

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